sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mensagens Pastorais


“quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes” (Sl 126:6)

Meus Amados irmãos, neste último dia 31 de outubro estivemos Comemorando os 492 anos da Reforma Protestante do século 16.
Certamente um dos fatos mais importantes da história que influenciou não somente os seguimentos religiosos da sociedade, mas também imprimiu larga influência na ética, educação, política e economia. Influência esta que ainda hoje se faz presente nas mais variadas esferas das relações sociais.
Relembrar este importante momento da igreja cristã é uma oportunidade rica para se repensar o andar de nossa igreja sob a luz da história; visto que, de fato, no transcurso histórico do povo de Deus, os desafios tem se mostrado basicamente os mesmos, e as atitudes que Deus tem esperado de seus eleitos certamente não se diferenciam daquelas que foram tomadas por Martinho Lutero, Calvino, John Knox, Zuínglio, e tantos outros que deram toda a sua existência em prol da causa do Evangelho e o resgate de seus princípios mais básicos.
Sendo assim, falar de Reforma Protestante, primeiramente, é lembrar a decadência espiritual, ética e moral na qual muitos setores da igreja estavam envolvidos e comprometidos. Decadência esta que se mostrava nos seguintes fatos:
1. A Bíblia tinha sido, sistematicamente, posta para muito longe dos fiéis e as várias tentativas de se traduzir a Palavra de Deus na língua do povo foram dificultadas com ameaças, perseguições, prisões e até morte, como foi o caso de John Huss.
2. Várias doutrinas estranhas à Bíblia tinham sido introduzidas no sistema de fé da igreja e estavam sendo largamente ensinadas ao povo como verdades divinas e, portanto, imperativos a serem prontamente obedecidos sem nenhum questionamento: veneração aos santos, reza pelos mortos, purgatório, confissão ao sacerdote, missa em latim, assunção de Maria, transubstanciação, a inquisição, indulgências, a ordenança da reza “Ave Maria”, etc.
3. A doutrina da GRAÇA havia sido posta de lado e a fé evangélica havia se tornado meio de lucro e riqueza da igreja institucionalizada, através da venda das indulgências, na qual se prometia o perdão de pecados por meio de pagamento de uma determinada soma de dinheiro.
4. A simplicidade da fé cristã (nos sacramentos do batismo e santa ceia) tinha sido ocultada pela parafernália de ritos e relíquias (lascas da cruz de cristo, feno da manjedoura onde nasceu, etc.) que eram vendidas e através das quais eram prometidas bênçãos e proteção divina.
6. A vida moral e ética vivida pelos sacerdotes e povo comum estava em declínio. O sacerdócio era culpado de vários abusos de privilégios e responsabilidades, inclusive simonia (usar as próprias riquezas ou influência para comprar uma posição eclesiástica), pluralismo (ocupar vários cargos simultaneamente) e absentismo (a falha em residir na paróquia onde deviam administrar). A prática do celibato que foi imposta pela igreja no sacerdócio muitas vezes era abusada ou ignorada, levando à conduta imoral por parte do clero. Padres ignorantes com mentes mundanas corromperam suas posições pela negligência e abuso de poder.
7. Por fim, a pessoa de Cristo havia sido posta num calabouço escuro pela mesma igreja que deveria proclamar em alto e bom som: SÓ CRISTO!!!. De fato, o que Cristo havia ensinado, como sendo o SENHOR a Igreja, havia sido ignorado e esquecido.
Em segundo lugar, é lembrar que os reformadores proclamaram a primazia da pessoa e dos ensinos de Cristo acima toda e qualquer autoridade eclesiástica e concílio. E, na máxima “SÓ CRISTO”, eles afirmavam categoricamente que um grupo religioso só poderia ser considerado genuinamente uma Igreja Cristã se vivesse por meio daquilo que Jesus foi e ensinou.
Portanto, irmãos, tendo os olhos voltados para o nosso tempo, percebamos o quanto, também nós, precisamos ter a mesma coragem dos grandes reformadores. Pois, assim como eles, vivemos em tempos de declínio espiritual, descaso para com as Sagradas Escrituras, mercantilização da fé e um galopante enfraquecimento da ética e moral por aqueles que se dizem seguidores de Cristo.
Pensemos muito bem nisso e reafirmemos nossa fé no Cristo ressuscitado e nossa plena disposição por submetermos tudo o que somos e temos ao seu senhorio.
Só a Deus Glória!!!
Rev. Israel Serique

Um Novo Começo
” Jabez invocou Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido..”
(I Cr 4:10)


Amados irmãos, nos domingos anteriores nós aprendemos com a história de Jabez que: (1) a vida humana é precária; (2) que esta precariedade alcança a
todos indistintamente; (3) que embora a limitações pelas quais o ser humano passa, a realidade maior é a da providência divina que a tudo abarca e dirige para o bem dos eleitos de Deus; (4) que nossa vida é a somatória de boas e más experiências que vivenciamos; (6) que estas experiências tanto podem nos fortalecer para os embates da vida como também podem imprimir em nós o sentimento de derrota e impossibilidades; (7) que diante dos grandes desafios existenciais pelos quais passamos devemos assumir o controle de nossa história, refletindo, decidindo e agindo em busca de realidades maiores e melhores em nossas vidas; e, por fim, (8) que devemos orar a Deus, a fim de que Ele manifeste sua providência em nossas vidas, trazendo algo novo e significativo em nossa história.
Neste domingo, queremos ressaltar ainda as seguintes verdades espirituais:
Jabez entrou em um relacionamento íntimo com Deus, ele orou. Jabez bem sabia de todos os rituais que a religião judaica ensinava a seus fiéis; entretanto, ele foi além dos rituais e decidiu por estar em comunhão com Deus e neste relacionamento pessoal expor sua grande necessidade de ser abençoado.
Jabez tinha plena consciência de sua completa dependência de Deus. Ele não era arrogante; não pensava sobre si além do que convinha; ele era realista o suficiente para entender que naquela situação na qual ele se encontrava, somente uma manifestação sobrenatural do Deus de Israel poderia dar cabo aquele quadro e abrir portas largas rumo a um futuro promissor. Ele disse “tomara que me abençoes”.
Jabez cria, com toda a intensidade de sua alma, que Deus tinha coisas melhores e maiores para lhe dar. Ele orou pedindo que suas fronteiras fossem alargadas, pediu por mais influência, por mais responsabilidades, por mais desafios. Ele cria que, de fato, era impossível mudar o seu passado, mas porém, o seu futuro estava sendo formatado naquele exato momento em que ele estava pedindo a Deus que lhe desse a graça de ver seus termos sendo expandidos. Ele disse “me alargue as fronteiras”.
Jabez prontamente afirmou a necessidade da providente mão divina em sua caminhada. Ele sabia que muitas seriam as lutas e decisões a tomar até que Deus completasse sua obra de fazê-lo prosperar em seus projetos. Além disto, certamente pessoas poderiam tentar se levantar contra ele, e, portanto, nesta situação, ele precisaria da proteção divina. Por isso ele ora “seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!”.
Diante deste quadro, meus amados, as Escrituras Sagradas afirmam que Deus lhe concedeu tudo o que tinha pedido e que ele foi o mais ilustre de seus irmãos.
Pensemos nisto e coloquemos também nossas vidas no altar do Senhor, na plena confiança que a Sua mão poderosa e providente é suficiente para nos dirigir o destino e fazer prosperar nossos intentos.
PENSE MUITO BEM NISTO
Uma frágil e pequena menina nasceu no dia 8 de fevereiro de 1958, em uma colocação de seringueiras chamada Breu Velho, no seringal Bagaço, a setenta quilômetros do centro de Rio Branco, capital do Estado do Acre. Seus pais Pedro Augusto e Maria Augusta tiveram onze filhos, dos quais sobreviveram apenas oito. Cortou seringueiras junto com as irmãs e plantou roçados. Caçou, pescou e por fim ajudou o pai a quitar as dívidas com o dono do seringal. Aos quatorze anos só conhecia as quatros operações básicas de matemática, pois onde vivia não havia escola. Aos 15 anos foi levada para a capital, com uma hepatite confundida com malária. Por esse motivo de saúde e pela vida precária e de pobreza que levava guarda ainda os resquícios pela estrutura franzina que tem. Aos 16 anos ainda era analfabeta. Foi empregada doméstica. Formou-se em História pela Universidade Federal do Acre, em 1985. Elegeu-se vereadora do Município de Rio Branco, no Acre, tendo sido a vereadora mais votada. Em 1990 candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação. Logo no primeiro ano do novo mandato descobriu-se doente: havia se contaminado com metais pesados quando ainda vivia no seringal. Em 1994 foi eleita senadora da República, representante do Estado do Acre. Em 2003, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, foi nomeada ministra do Meio Ambiente. Em 2007, recebeu o maior prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) na área ambiental - o Champions of the Earth (Campeões da Terra); e, em 2008 foi escolhida pelo jornal inglês The Guardian como uma das 50 personalidades capazes de salvar o mundo. Seu nome, Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, membro da Assembléia de Deus.
Certa vez ela disse: “...A Bíblia nos diz que devemos ser o sal da terra, a voz do mudo e do necessitado...”

Só a Deus Glória !!!
Pr. Israel Serique dos Santos

Igreja Presbiteriana do Brasil, ontem ... hoje ... amanhã


“Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.” (Sl 126:3-5)

Amados irmãos, neste mês comemoramos os 150 anos da chegado do presbiterianismo no Brasil (12/08/1859); através do ministério curto, porém, fecundo, do Rev. Ashbel Green Simonton.

Aqueles primeiros anos do protestantismo em nossa nação certamente foram tempos difíceis nos quais Simonton teve que aprender e vencer os obstáculos próprios de quem está se envolvendo com um outro povo e uma nova cultura. Foram anos de aprendizado e de anunciação do Evangelho que culminaram com aquilo que somos hoje, e que projeta suas raízes profundas para além de nosso tempo presente, na contemplação de um futuro promissor para a nossa comunidade Cristã. Ou seja, de fato, a relação temporal passado-presente-futuro são inseparáveis e devem sempre estar em nossa mente tanto quando analisamos a história de nossa igreja, como, também, quando desejamos que ela alargue suas fronteiras e conquiste novos espaços de influência e transformação histórica. Isto porque, um povo sem identidade, não sabendo de onde vem, dificilmente encontrará balisas mestras através das quais poderá dirigir seu caminhar rumo a um futuro significativo e abençoador.

Portanto, é sempre necessário e salutar, para qualquer instituição humana, que deseja permanecer e ser relevante para o seu tempo, reafirmar sua identidade e torná-la significativa para a sua geração. Nisto, então, é urgente que reafirmemos nossa identidade como igreja que trás consigo um vocabulário riquíssimo de significado e proposta abençoadora.

É importante que confirmemos nossa identidade presbiteriana, e afirmemos o valor e privilégio sagrados de se escolher, da comunidade dos fiéis, aqueles que hão de conduzir a vida espiritual do povo de Deus. Que lembremos que a igreja é de Cristo, ele é o cabeça, e não os homens; e que todo sistema religioso que está fundamentado na personalidade humana, e não na vontade divina, tende a todas as formas de exploração, mentiras e manipulação.

É necessário que confirmemos nossa identidade protestante, como aqueles que clamam nas praças denunciando os erros, sejam eles quais forem e de onde procedem. Diante da crise nas instituições sociais, na política, na religião, na ética e na moral, na qual nossa nação está envolvida, necessário se faz que resgatemos o ardor e o martírio dos reformadores que deram suas próprias vidas por amor a verdade. É necessário reaprender que a fé cristã não é uma mística egocêntrica, mas a manifestação do amor que denuncia os erros, as injustiças e toda forma de manipulação movida seja ela pelo estado ou pela religião.

É imperativo que confirmemos nossa identidade calvinista, que falemos de Deus nos moldes que Ele mesmo se revela nas Escrituras; ou seja, um Ser soberano sobre todas as coisas, providente, justo, amoroso, perdoador, misericordioso; em fim, a única divindade que tem em si mesma todos os atributos de perfeição e que podem fazer calar todos os temores e ansiedades do ser humano e falar profundamente ao coração do fiel dando a este o senso de significado e valor, em um relacionamento pessoal de comunhão com este Deus.

É mister que confirmemos nossos valores puritanos, que reafirmemos que a predestinação, pela graça divina e não pelos nossos méritos, é a grande motivação que temos para confirmarmos o valor da pureza em tudo o que fazemos, e, anelarmos por uma “liturgia mais pura”, uma “doutrina mais pura” e uma “vida mais pura”. Nunca esquecendo que todo o alcance intelectual que podemos conquistar deve convergir para os pés da cruz em devoção e amor àquele que morreu pelos nossos pecados.

Portanto, meus amados, olhando para nossas raízes históricas, analisando os valores de nossa tradição cristã reformada, meu coração anela por tempos nos quais Deus enviará suas chuvas torrenciais de bênçãos e fará de nossa igreja um veículo poderoso para abençoar nossa nação com o santo Evangelho de Cristo. Olhando para o passado, analisando criticamente o presente e projetando os olhos e o coração para o futuro, certamente Deus nos dará mais 150 anos de serviço e bênçãos em sua seara.
Só a Deus Glória!!!
Rev. Israel Serique

O Valor de Um Bom Pai

E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. (Lc 15:20)

Amados irmãos, em seu ministério terreno, Jesus sempre esteve preocupado em ensinar aos seus ouvintes sobre a pessoa de Deus, suas qualidades e a maneira como ele cuida de cada um de seus filhos.

No texto de Lucas 15:11-32, Ele nos ensina a vermos Deus como Pai; e isto em seu sentido mais profundo, belo e comprometedor. E, embora esta passagem das Escrituras seja, por nós, mais conhecida como a “parábola do filho pródigo”; entretanto, a grande verdade é que esta porção do Evangelho deveria ser melhor lembranda como sendo a “parábola do pai pródigo”; isto porque, em todo o desenrolar da história, a personalidade “generosa”, “dadivosa” e “magnânima” sempre é descrita como sendo a do pai que, em tudo, amou o seu filho incondicionalmente e o restaurou à sua plena comunhão e dignidade. Neste texto, portanto, Jesus, ao falar da paternidade divina, também nos ensina como devemos assumir nossa missão junto aos nossos filhos

Jesus fala que o pai tinha uma personalidade equilibrada. Não agia ao sabor das circunstâncias e nem muito menos das emoções que o assaltavam. Embora ferido em sua dignidade e posição, o pai concedeu ao filho aquilo que ele lhe pedira, ou seja, o adiantamento de sua herança (v. 12).

Jesus ensina que o pai era imparcialmente generoso e liberal. Seus criados eram bem tratados e tinham comida em fartura (v. 17).

Jesus afirma que o pai era cheio de sentimentos nobres e altruístas. Seu coração estava pleno de compaixão diante de um filho que sofria as conseqüências de sua falta de sabedoria. A dor e a humilhação de seu filho também eram suas (v.20).

Jesus assevera que o pai era afetuoso. Seu amor era poderoso e se expandia além de seu coração, fazendo-o, necessariamente, agir de forma significativamente amorosa e acolhedora (v. 20).

Jesus declara que o pai era perdoador. Ele não guardava rancor ou ressentimentos. Nada ele negou ao seu filho arrependido; mas, em todas as suas ordenanças a seus criados, mostrou-se plenamente disposto a recolocá-lo em sua dignidade original (v. 22).

Jesus assegura que o pai era conciliador. E, nisto, ele buscava harmonizar seus filhos em uma vida familiar satisfatória (v. 28) .

Percebamos então, amados irmãos, que a salvação daquele jovem que havia saído de sua casa e estava em grande humilhação e maus tratos, não começa exatamente no momento em que ele “caiu em si”; antes, sim, a sua restauração tem sua origem na personalidade e caráter de seu pai. O filho perdido olha para além de si, acima de seu estado e condição, e, lembra-se de seu pai, de seu equilíbrio, afetuosidade e prodigalidade. E, neste olhar, o jovem encontra um meio de retomar o caminho perdido e uma vida melhor.

Meus amados, creio que assim também deve ser nossa conduta diante desta preciosa missão que Deus concedeu aos homens no trato com seus filhos. De fato, precisamos aprender:

a.A graça de ajustarmos nossa indignação contra os erros de nossos filhos e a sabedoria necessária para restaurá-los em suas fraquezas.

b.A bênção de ensiná-los a prática do amor, mesmo diante de um mundo egoísta e apático às necessidades emocionais do próximo.

c. A prática voluntária do perdão, mesmo diante daqueles que tendem continuamente para a amargura e ressentimento.

d.A ação pacificadora em tempos de conflitos e desgastes nos relacionamentos familiares.

Diante do exposto, irmãos, oremos ao Senhor e roguemos para que Ele nos ensine a sermos pais como Ele é. Para o bem de nossos filhos e para a Sua glória. Feliz dia dos pais !!!

Só a Deus Glória !!!

Rev. Israel Serique


A Família da Aliança

”Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência”

(Gn 17:1-8)

Amados irmãos, neste último final de semana estivemos participando de nossa Conferência Presbiteriana Para a Família; e creio que a oportunidade

vivenciada foi riquíssima, tanto pela oportunidade de estarmos fraternalmente congregados para a adoração, como também pela oportunidade de aprendermos um pouco mais sobre os princípios bíblicos para a vida familiar.

Recordamos que o Deus bíblico não pode ser confundido com as meras especulações filosóficas dos homens, nem é uma força impessoal através da qual o mundo emana, e, também, não está circunscrito aos dogmas e rituais da religião.

Para a Bíblia, Deus é um ser auto-existente (Ex 3:13,14); todo-poderoso (Gm 17:1), eterno (Sl 90) e pessoal (Gn 17:1). E, nesta sua pessoalidade, Ele abre as portas de sua infinita graça para comungar com os seres humanos e manter com eles um relacionamento abençoador, estável e duradouro. Este relacionamento, nas Escrituras, é chamado de pacto, aliança. Por ele o Senhor estabeleceu o pacto das Obras com Adão; salvou Noé e sua família do dilúvio; chamou Abrão e Fez-lhe a promessa de ser o abençoador de todas as famílias da terra (Gn 12:3); libertou Israel do Egito através de Moisés e deu-lhe a Lei; fundou o reino de Davi prometendo-lhe que não lhe faltaria descendente que se assentasse em seu trono; e, por fim, congregou os apóstolos na mesa da santa ceia e disse-lhes que o cálice que possuía nas mãos era o cálice da nova aliança em seu sangue (Lc 22:20).

Aprendemos, também, que este pacto possui as seguintes características (Gn 17:1-8):

Primeiramente ele tem sua origem em Deus (v. 4). Ele é o seu idealizador e autor. Em outras palavras, na história bíblica sempre veremos que é de Deus a iniciativa por iniciar um relacionamento de amor e comunhão. Foi Assim com Noé, Abrão, Moisés, Davi, Zaquel, a mulher samaritana e tantos outros nos quais a graça divina se manifestou salvadora. E o texto de Gn 17:4 enfatiza as palavras de Deus a Abrão, quando Ele diz “será contigo a minha aliança”. Isto certamente indica que não somente é Ele quem revela o pacto, mas também é Ele quem determina todos os termos através dos quais a aliança será realizada e os meios pelos quais os pactuados alcançarão suas bênçãos decorrentes da obediência.

Em segundo lugar, este pacto se realiza através de uma chamada pessoal (v. 2). É Deus, como no jardim do Éden, chamando à responsabilidade cada um de nós. Ele nos chama pelo nome como fez com Levi (), Saulo (), Maria, Zaquel, Abrão (Gn 17:5) e tantos outros. E isto não poderia ser diferente, pois um Deus que é um ser pessoal certamente não se manifestaria tão somente através das coisas criadas; mas, em muito, deleita-se por manifestar-se como pessoa com a qual podemos entrar em uma aliança de amor.

Em terceiro lugar, ele se estende aos descendentes (v. 7). Ou seja, quando Deus chama uma pessoa para a sua graça, Ele assim procede pois tenciona abençoar os filhos dos seus escolhidos. Este é o seu procedimento contínuo em todos os fatos da história Bíblica. Foi assim com Noé quando este patriarca e toda a sua família foi salva do dilúvio; foi assim com Abraão quando o Senhor prometeu ser o seu Deus e de sua descendência; Foi assim com Davi, a quem Deus prometeu abençoar seus descendentes e pô-los no trono; foi assim nos tempos apostólicos quando Pedro afirmou que a promessa era para seus ouvinte e seus descendentes (At 2:39); e, certamente, em nossos dias, não é diferente, pois Deus continua disposto a abençoar nossos filhos e os filhos de nossos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles O temem e O amam.

Por fim, ele é perpétuo (v. 7). Isto é, esta aliança reflete aqueles atributos de perfeição que somente em Deus existem em grau infinito: fidelidade, imutabilidade e eternidade. Como disse santo Agostinho “Deus não quer uma coisa agora, para logo mais querer outra; mas aquilo que Ele quer, Ele o quer uma vez por todas e para sempre; não repetidamente, agora isto e daí a pouco aquilo; não quer depois o que antes não queria, nem quer agora o que antes não queria; porque uma vontade assim é mutável, e nada mutável é eterno”. Sendo assim, o pacto sempre está de pé da parte de Deus e todo aquele que, um dia esteve sob o sinal da aliança, invocar o nome do Senhor será salvo. Deus não rejeitará nossa geração que O invocar e Lhe pedir auxílio e salvação. Assim como Ele, por amor a Abraão, Isaque e Jacó, salvou os israelitas que clamaram no Egito (Ex 3:16-18); assim também ele ouvirá o gemido de nossa descendência e do céu manifestará sua mão salvadora e, novamente, se revelará à nossa família, e, então, haverá um só rebanho e um só pastor. ALELUIA!!!!

Tendo analisado as características do pacto divino, percebemos, à luz das Escrituras Sagradas, que aqueles que entram na aliança de Deus recebem de Suas mãos as mais preciosas graças.

Primeiramente, o Senhor promete ser o Deus de seus pactuados. Ele afirma que sempre estará com eles em todos os momentos em um relacionamento de comunhão e amizade. Foi assim com Adão e Eva quando a Bíblia diz que o Senhor falava com os nossos primeiros pais (Gn 2:15-17) e ia ter com eles na viração do dia (Gn 4:8); era assim com Enoque que andou com Deus e Este o tomou para Si (Gn 5:22-24); igualmente foi com Abraão o qual foi chamado de amigo de Deus (Tg 2:23) e, certamente, ainda hoje, é a graça maior que o Senhor oferece aqueles que desejam ser incluídos em Sua aliança.

Em segundo lugar, o Senhor promete sua proteção. Isto porque todos aqueles que estão ligados a Deus recebem continuamente as setas do maligno. E, por que as coisas são assim, Paulo afirma que devemos sempre estar com a armadura de Deus, para podermos ser vitoriosos “no dia mau” (Ef 6:13). Um dos ícones desta proteção divina é a libertação do povo de Israel do cativeiro egípcio e as constantes vitórias que este povo alcançou até conquistar a terra de Canaã. E, hoje, com certeza, este mesmo Deus Todo-Poderoso está com todos aqueles que estão ligados a Ele por sua Aliança.

Em terceiro lugar, o Senhor promete que sua providência nunca falhará. As portas do céu sempre estarão abertas para dispor aos pactuados com Deus toda sorte de bênçãos. E certamente foi essa verdade imutável que inspirou Davi a compor o salmo 23, no qual ele descreve a maneira cuidadosa com a qual o Senhor (o pastor) cuida de seus pactuados (suas ovelhas). E foi assim que Deus sempre se revelou ao povo de Israel, libertando-o do cativeiro egípcio, fazendo-o passar à pé enxuto pelo mar, dando-lhe maná, carne, água, sombra e todos os recurso que precisavam para poderem não ser consumidos pelos desertos pelos quais passaram quarenta anos. Assim, também, em nossos dias, o Deus com o qual estamos pactuados é o mesmo Senhor diante do qual Abrão se curvou e reconheceu sua soberania (Gn 17:3); e assim como ele foi com Abraão e o engrandeceu, Ele é conosco em toda a nossa peregrinação neste mundo, dando-nos o sustento diário e fazendo com que as obras de nossas mão prosperem.

Em quarto lugar, o Senhor promete um contínuo testemunho aos filhos do pacto. Isto quer dizer que aqueles que estão ligados a Deus através de Sua aliança podem ter certeza que o Senhor nunca esquecerá de seus filhos, antes, sim, Ele levantará situações e pessoas para mostrarem aos descendentes, que estão sob o sinal da aliança, que é necessário assumir a mesma posição dos pais em arrependimento, fé e conversão. Lembremo-nos de Jacó que mesmo fugindo de seu lar, devido suas maldades, o Senhor se revelou a ele e mostrou-lhe o caminho à seguir. Assim, também, podemos obter desta verdade forte alento crendo que o Senhor vela por nossos filhos por onde eles andarem e em todas as circunstâncias, testemunhando-lhes sobre a necessidade de retornarem à casa do Pai.

Por fim, o Senhor promete receber todo filho do pacto que, arrependido, voltar-se para ele em fé e conversão. A Escritura Sagrada é clara quando afirma que “toda aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. E isto sempre é verdade nos registros bíblicos. Sempre que um filho do pacto viu seu estado de pecado e perdição e invocou o Deus de seus pais pedindo que o recebesse nos braços, Deus mostrou-se misericordioso e recebeu este filho arrependido. Esta é a história de Jacó, da nação judaica no Egito e sob o império babilônico e a bela história descrita na parábola do filho pródigo. Pense muito bem nisso e fortaleça seu coração nas promessas de Deus caso haja em sua família algum ente querido que ainda não se converteu.


Tendo, então, tão excelentes promessas, certamente que muitos poderiam perguntar como poderia um ser humano entrar neste pacto e gozar destas tão ricas promessas. A resposta Bíblica é simples e se resume em três disposições que devem acompnahar aquele que desejar estar pactuado com Deus.

Primeiramente, é mister que a pessoa reconheça que o pacto é de Deus e não do homem (Gn 17:4); cabendo ao ser humano tão somente o ato de aceitar ou rejeitar os termos da aliança divina. Se os termos forem aceitos, então haverá vida e bênção sobre o pactuado e sua descendência; mas, caso ele rejeite o pacto divino, sobre ele e sua descendência virá a morte e a maldição. Deus, portando, não vem ao homem para negociar os termos de sua aliança, antes sim, Ele vem tão somente para anunciar sua lei e exortar ao homem para que entre em pacto com Ele e, assim, viva.

Em segundo lugar, é fundamental exercer fé nas promessas feitas por Deus. E neste ponto Abraão é nosso exemplo mais citado. Ele creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça. Este homem não duvidou. Ele, de fato, saiu da sua terra e da sua parentela e foi a “um lugar” que o Senhor haveria de lhe mostrar. Ele foi abundantemente abençoado pois creu sem reservas e entregou-se nos braços daquele que disse que o pacto era uma aliança perpétua, imutável e fiel. Tal pactuado com Deus certamente teve seus reveses, problemas e fraquezas; mas da parte de Deus a aliança nunca vacilou e cada uma das promessas feitas foi se concretizando na vida deste homem que aprendeu a crer contra a esperança.

Por fim, é imprescindível que haja plena e pronta disposição para a obediência. A Palavra de Deus nos afirma que tendo o Senhor falado sobre a sua aliança, prontamente e plenamente Abraão aceitou os termos divinos e circuncidou a si e todos de sua casa (Gn 17:23-25). Ou seja, ele obedeceu sem reservas. O ato de circuncida-se deu-se logo após Deus ter falado com ele e ele incluiu todos os de sua casa na aliança divina. De fato, não há atitude mais sábia do que esta, na qual um chefe de família vê-se face à face com Deus e prontamente consagra-se a Ele.

Portanto, meus amados, consideremos todas estas verdades espirituais e estejamos atentos para suas implicações práticas:

a. Primeiramente, se já estamos pactuados com Deus tributemos a Ele toda a nossa adoração, pois foi Ele que em misericórdia se revelou a nós.

b. Em segundo lugar, não esqueçamos que nossos filhos fazem parte das promessas deste pacto, por isso:

- Velemos pelo batismo de cada um já na infância, assim como Isaque foi circuncidado aos 8 dias de nascido.

- Oremos com eles e por eles.

- Sejamos para eles exemplos de vida piedosa e fidelidade a Deus.

- Se ainda não são convertidos ou estão longe do aprisco, oremos por eles a fim de que o Senhor os converta.

c. Oremos por aquelas famílias que ainda não receberam esta graça e roguemos a Deus que se revele a elas como Deus pactos e salvador.

d. Confiemos na providência divina. A seu tempo, Deus fará com que todas as coisas concorram para o bem de seus pactuados

Só a Deus Glória !!!

Rev. Israel Serique

Conselhos ao Filho do Pacto

”Dá-me filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos”

(Pv 23:26)

Meu amado filho do pacto, nestes últimos dias estive relembrando o dia do batismo de meus filhos (Felipe e Heber). Recordei como meu coração estava repleto de grande expectativa e emoção por poder consagrar meus filhos assim como Abraão, sob a ordem divina, consagrou Isaque com apenas oito dias de nascido.

Em minha memória veio também aquele dia em que o Espírito Santo veio sobre mim e sussurrou em meus ouvidos dizendo “eles são meus, teus filhos são meus; são minha herança; são filhos do pacto”; e, um pouco constrangido, mais uma vez chorei de alegria diante dAquele Deus que estabelece seu pacto com os homens e faz uma aliança perpétua (Gn 17:7) de ser o seu Deus e Deus de sua descendência, em promessas de fidelidade e amor perene.

Lembrei-me, também, de minhas orações a favor de meus filhos e minhas constantes lágrimas, de um pai que ama, suplicando a Deus que cada uma das promessas e privilégios, dos quais eles são herdeiros, se concretize em suas vidas. E, nisto, percebi os grandes desafios com os quais eles terão que trabalhar a fim de poderem ver em suas vidas todas as bênçãos prometidas por Deus no batismo. Então, por isso, decidi digitar esta carta a você, como pai que ama, e aconselhá-lo pastoralmente com a intenção de que possas estar mais bem preparado e amadurecido para aquilo que Deus tem para lhe dar.

Primeiramente, aprenda amar sua família mesmo diante de suas fraquezas. Não há uma família se quer que seja perfeita, todas possuem coisas a serem harmonizadas, restauradas, curadas e consagradas no altar do Senhor. Aliás, pense nisso: assim como você deseja ser aceito e amado por todos pelo que você é, aplique esta mesma lei no teu relacionamento com todos os teus familiares e, então, tu verás como os relacionamentos no recesso do lar hão de florescer e produzir muitos frutos de compreensão, alegria e amor. Tenha como exemplo a vida de José que, mesmo sendo odiado por seus irmãos e vendido como escravo, amou sua família incondicionalmente (Gn 45:1-5).

Em segundo lugar, tenha cuidado com a amargura. A vida familiar é cheia de oportunidades para que o maligno semeie em nossos corações os sentimentos mais vis contra aqueles que mais devemos amar e cuidar. Temos a predileção dos pais por um dos filhos, a falta de comunicação, a falta de interesse pela vida uns dos outros, a competição entre irmãos, o adultério, a falta de expressão verbal e física de carinho, etc. Cuidado!!! Lembre de Absalão, filho de Davi, que alimentou amargura contra o seu pai, revoltou-se contra ele, e, neste sentimento, veio a morrer. Siga, portanto, o exemplo de Jefté que, mesmo sendo rejeitado por seus irmãos, por ser ele filho de uma prostituta, e expulso de sua casa, não rejeito dar proteção aos filhos de Israel indo à frente da batalha a favor do seu povo.

Em terceiro lugar, vele por fortalecer os valores espirituais aprendidos em casa. Lembre que sempre as portas do pecado estão amplamente abertas e que sempre você será tentado a rejeitar os valores que você aprendeu com seus pais. Considere que, em nossos dias, honrar pai e mãe não está na moda; que o estudo e o trabalho não são muito valorizados por muitos jovens de tua geração; que a virgindade é motivo de desprezo e zombaria por aqueles que vivem na imoralidade; e, que as drogas são amplamente usadas em todos os lugares e por todos os tipos de pessoas. Considere atentamente a vida José. Este filho do pacto que, sendo levado para uma terra distante e cheia de desafios à sua vida ética e moral, sempre se mostrou trabalhador, competente, puro e fiel em todas as coisas.

Em quarto lugar, tenha convicções pessoais e fortes. Perceba que os valores aprendidos em casa e na igreja só lhe serão permanentemente úteis se eles estiverem no teu coração e se forem aquela parte inalienável do teu sistema de crenças e valores pessoais. Tome, portanto, como paradigma a ser seguido o exemplo de Daniel. Este que tão jovem foi levado para a sociedade babilônica; e, mesmo diante das várias insinuações para que ele viesse a deixar a sua fé, decidiu “...firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei...” (Dn 1:8).

Por fim, não despreze os privilégios que você recebeu. Seja sábio e aceite os termos do pacto que Deus, por amor a seus pais, estende a ti também. Ele promete ser o teu Deus, protegê-lo, manifestar sua providência, testemunhar a seus filhos e salvá-los também. Não siga o caminho de profano Esaú que vendeu sua primogenitura por pão e um cozinhado de lentilhas (Gn 25:26-34); e, nem entre pela porta dos filhos de Eli, os quais, tendo recebido a graça de ministrarem as coisas santas ao povo de Israel, prostituíam-se e realizavam o trabalho divino relaxadamente e sem nenhum temor a Deus (I Sm 2:12-17; I Sm 22-25). Siga a vereda de Samuel que tendo ouvido a voz de Deus, disse: fala Senhor, que o teu servo ouve (I Sm 3).

Com estas últimas palavras, então, meu amado filho, despeço-me com o coração apertado, lágrimas nos olhos e alma repleta de esperança que tu hás de acolher estes singelos conselhos deste pastor e pai que te ama.

Goiânia, 24 de maio de 2009

Israel Serique dos Santos



A Estratégia de Deus

”Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

(Jo 3:16)

Amados irmãos, nos domingos anteriores vimos como o maligno age na vida doshomens com o fim de mantê-los em seu poder ou retomá-los dos braços de Deus(quando o coração permanece vazio, ele volta e trás consigo outros demônios piores do que ele ) e como os homens, embora terem o privilégio de conhecerem o Evangelho, rejeitam-no (eles evitam falar sobre as questões espirituais que os desagradam; eles preferem falar sobre as questões do Evangelho que não os comprometem; eles tentam retirar Jesus do centro do Evangelho). De fato, a situação da humanidade, quando olhamos por estas duas realidades, é desesperadora e sem solução.

Entretanto, a palavra de Deus não nos ensina que somente os espíritos malignos e os homens têm suas estratégias. A Bíblia afirma também que Deus tem um plano e que este está sendo executado a favor daqueles que recebem a graça de serem seus filhos através da fé em Cristo. Ou seja, enquanto o maligno toma posse das almas com o fim de matar, roubar e destruir e os homens se mostram indiferentes para com a exortação de Cristo para o arrependimento, fé e conversão; a estratégia de Deus, para salvar o homem de Satã e de si mesmo, é demonstração de seu infinito amor. Amor este que tem sua máxima expressão na morte voluntária de Cristo a favor da salvação dos pecadores, e que tem sua extensão na obra da regeneração e santificação de seu povo. Observemos o texto que segue, extraído da internet:

Deus é amor e Ele manifesta o que Ele é. Não existem atributos divinos vãos em Deus. Não há tal coisa como amor secreto. O amor se mostra exteriormente, quer seja de Deus, quer seja do homem. O amor é um princípio ativo e vivo da vida.

1. O amor de Deus pelo pecador manifestou-se na dádiva de Seu Filho. O amor doa. O amor dá de que tem de melhor. Deus amou de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Cristo amou à igreja de tal maneira que deu-Se a Si mesmo por ela. Efésios 5:25 . O Bom Pastor dá a Sua vida pelas Suas ovelhas. João 10:11. Como um judeu típico, Nicodemos pensava que Deus amava somente aos judeus, mas nosso Senhor lhe disse que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê (judeu ou gentio) não pereça, mas tenha a vida eterna. Até serem ensinados de outra maneira, os próprios apóstolos de Cristo pensavam que o rebanho estava entre os judeus, mas o Senhor os corrigiu dizendo: "E dou minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor". João 10:15-16. As ovelhas para os judeus estavam num rebanho, uma circunscrição cerimonial que os distinguia dos gentios. As ovelhas para os gentios não tinham sido sujeitas às leis cerimoniais. Ao salvar as ovelhas entre os judeus, Cristo as tirou do rebanho (judaísmo), e as fez um com as ovelhas entre os gentios que ouviram Sua voz, havendo assim somente um rebanho e um Pastor. Todo o povo de Deus é um em Cristo, pois, "não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Gálatas 3:28. Isto não ensina que não existe esferas diferentes no serviço de Deus, mas antes que todos são salvos por uma salvação comum.

2. O amor de Deus é manifesto no novo nascimento. Por natureza somos filhos da ira; mas por um nascimento sobrenatural nos tornamos filhos de Deus. "Não são os filhos da carne que são filhos de Deus". Romanos 9:8. João diz: "Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus". 1 João 3:1. Não somos apenas chamado filhos, mas somos feito filhos de Deus pelo novo nascimento. Somos filhos dum chamado divino: o chamado eficaz que vem com o novo nascimento.

3. O amor de Deus é manifesto na disciplina. A disciplina é uma expressão e prova de amor. "Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho". Hebreus 12:6. Aqui está a prova de que nenhum filho de Deus é perfeito. Todos precisam de açoite. A palavra corrigir significa; treinar um filho, criá-lo, e a palavra açoitar significa surrar. Os filhos necessitam de treino e açoites, e o amor de Deus nos dará o que necessitamos. A correção vem da mão amorosa dum Pai sábio: a condenação vem dos lábios retos dum Juiz santo e justo. Quando os santos são confrontados por causa do pecado, eles são corrigidos por um Senhor para não serem depois condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:32. A correção não é prazerosa, mas é proveitosa; ela multiplica os frutos de retidão e nos faz participar da Sua santidade. Hebreus 12:10-11.

A estratégia dos homens

”bem-aventurada àquela que te concebeu e o seios que te amamentaram”
(Lc 11: 24-28)

...............Amados irmãos, no domingo anterior vimos como o maligno age na vida dos homens com o fim de mantê-los em seu poder ou retomá-los dos braços de Deus. Analisamos o texto de MT 12:43-45 e percebemos que é o coração vazio que possibilita o retorno do maligno na vida de uma pessoa; e, quando este retorna à sua antiga casa trás consigo outros seres piores do que ele.
...............No texto de Lc 11: 24-28 percebemos que não somente os espíritos malignos agem astutamente com o fim de conduzirem as pessoas para longe de Cristo. Nesta porção do Evangelho é clara a verdade que os próprios homens, também, tentam evitar o confronto pessoal com as grandes verdades do Evangelho. Percebamos que, logo após Jesus ter alertado sobre a astúcia do espírito imundo, o evangelista Lucas registra aquilo que podemos dizer que seja a estratégia dos homens com respeito às questões espirituais. Vejamos:
...............Primeiramente, eles evitam falar sobre as questões espirituais que os desagradam. Para tais pessoas a religião deve falar somente ao coração e não à consciência. Os cultos devem servir como canais através dos quais as pessoas poderão encontrar paz interior e tão somente isto; descartando, com isso, a realidade maior que o cristianismo é reflexão crítica sobre tudo o que somos e temos, sob à luz das Sagradas Escrituras. Para estes, as palavras de Cristo como “bem-aventurados os que choram” ou “bem-aventurados sois quando vos injuriarem e vos perseguindo disserem: todo mal contra vós”, “vigiai e orai”, devem ser postas em um lugar muito distante daqueles que veem à igreja para ouvir uma palavra de Deus. De fato, embora as palavras “demônios”, “inferno”, “juízo divino”, serem, no cristianismo, palavras de forte significado e importância; infelizmente, muitas pessoas preferem desconsiderar os perigos espirituais com os quais Jesus trabalhou em seus sermões, alertando a todos sobre sua proximidade e perigos.
...............Em segundo lugar, eles preferem falar sobre as questões do Evangelho que não os comprometem. Ou seja, eles acham mais interessante abrir um leque de debate sobre a concepção de Cristo e sua amamentação do que ouvi-lo atentamente sobre as questões referentes ao pecado e juízo divino. Percebamos no texto que, estando Jesus exortando sobre a influência do maligno na vida das pessoas, certa mulher, rapidamente, muda o foco do sermão de Cristo e exclama “bem-aventurada aquela que te concebeu e o seios que te amamentaram”. Certamente que ouvir sobre espíritos imundos, além de ser desagradável, era algo que os convidava a uma reflexão profunda sobre o real estado espiritual de cada um dos ouvintes; e isto, obviamente era comprometedor, e algo não desejável, pois, a natureza humana tende a rejeitar qualquer lei que procure estar acima de sua própria inclinação pecaminosa e vontade.
...............Por fim, podemos também dizer que eles tentam retirar Jesus do centro do Evangelho. Aquela mulher, que abruptamente interrompe o sermão de Cristo, tenta introduzir na mente das pessoas presentes um conceito estranho a todos os ensinamentos do Mestre. Ela, movida certamente pelo sentimento maternal, exalta a pessoa de Maria e esquece-se que o centro do Evangelho era a pessoa gloriosa de Jesus Cristo. Desconsiderando as palavras proferidas por ele e interrompidas por sua exclamação, tal mulher fez o que muitas pessoas atualmente realizam, ou seja, ela professou um suposto cristianismo sem afirmar a centralidade de Cristo na sua vida e fé.
...............Diante destas astúcias humanas (que evitam assuntos desagradáveis, descompromisso com as máximas do Evangelho e negam a centralidade da pessoa de Cristo) o próprio Jesus acudiu aos seus ouvintes retomando seu sermão e afirmando que o cristão é aquele que simplesmente ouve as suas palavras e as guardam. Noutras palavras, O verdadeiro discípulo é aquele que aceita todos os ensinos de seu mestre sem reservas, neles medita e aplica em sua vida.
...............Meus amados, diante destas verdades devemos:

a. Orar pelos nossos familiares a fim que o Espírito Santo converta-os.
b. Fazer um auto-exame de nossa vida cristã e confirmar nosso discipulado junto a Cristo.
c. Confirmar, sem reservas, todas as doutrinas ensinadas por Cristo; comprometendo-nos com cada uma delas e ratificando que Jesus Cristo é o centro de nossa fé e vida Cristã.

Só a Deus Glória !!!
Rev. Israel Serique


A estratégia de Satanás


” tendo voltado, o espírito imundo encontra a casa vazia, varrida e ornamentada”
(Mateus 12:43-45)

...............Amados irmãos, em nossa última exposição das Escrituras vimos a triste situação espiritual na qual Judas se encontrava. Ele, que havia gozado dos mais elevados privilégios junto a Cristo, veio a trair o bondoso mestre e, por fim, suicidar-se. Naquela ocasião, de nossa pregação, falamos à igreja que embora nos fosse impossível adentrarmos à alma nebulosa de Judas e termos descortinado, diante de nosso olhos, todas as realidades pertencentes aos dias da traição e martírio de Cristo; entretanto, podíamos, à luz das Escrituras, saber um pouco sobre o caminho percorrido por este apóstolo desde o seu chamado até sua terrível e melancólica apostasia e morte. E em nosso estudo descobrimos que: ele desvalorizou a graça que havia recebido; desconsiderou os alertas de Jesus sobre a necessidade urgente de se passar pelo novo nascimento; não creu na promessa de perdão e restauração que Cristo oferecia; e, por fim, ele não creu nos alertas de Cristo sobre as conseqüências terríveis de se negligenciar a graça divina.
..............No texto desta meditação dominical, percebemos que Jesus sempre alertou seus ouvintes sobre os perigos espirituais. Ele nunca permitiu que aqueles que com ele estavam e andavam fossem cativos pela falsa impressão que estavam realmente salvos, sem antes averiguarem a veracidade e profundidade do discipulado que professavam. Jesus sempre os levava à uma posição crítica de averiguação sobre a sinceridade de suas confissões de fé e à consideração sobre os perigos espirituais com os quais deviam trabalhar.
Em Mateus 12:43-45, primeiramente, ele nos fala que
existe um mundo espiritual o qual muitas pessoas não sabem que existe ou, então, desconsideram sua realidade. Esta verdade ele apresenta aos seus ouvintes quando afirma a existência de “espíritos imundos” que tentam cativar a alma dos seres humanos e destruir suas vidas.
..............Em segundo lugar, Jesus expõe o poder restaurador do Evangelho, quando este entra na vida daqueles que um dia foram cativos pelo maligno. Suas vidas tornam-se como que “varridas” e “ornamentadas”. Ou seja, pecados são deixados; vícios, vencidos; o caráter, moldado; valores morais, éticos e espirituais, reavaliados; e, a vida, reorganizada. Sem dúvida, todas as pessoas que se deixam influenciar pelo Evangelho são, de várias formas, abençoadas por seus valores e princípios.
Outra questão abordada por Cristo é
o completo desinteresse de muitas pessoas por uma vida realmente transformada pelo Espírito Santo. Elas estão mais interessadas em obter os benefícios terrenos e materiais que o Evangelho lhes pode conceder; entretanto, pouco ou nenhum interesse legítimo possuem sobre questões como: arrependimento, regeneração, conversão, fé, discipulado, total dependência de Deus. De fato, a grande tragédia dos homens está em que estes, mesmo tendo recebido a graça de terem suas vidas “ornamentadas” e “varridas” pelo Evangelho, entretanto, seus corações continuam completamente vazios da presença do Espírito Santo.
................Além destes, acima, Jesus alerta para o fato que o maligno nunca desiste de retomar aquilo que um dia esteve sob o seu poder e comando. O espírito maligno sempre tem o ser humano como sendo sua posse inalienável, inseparável, intransferível. Ele sempre diz: “voltarei para minha casa”.
Por fim, Jesus alerta sobre o triste fim daqueles que experimentaram as graças do Evangelho, sem, contudo, terem buscado o novo nascimento e a habitação permanente do Espírito Santo em suas vidas. Eles receberam muitas bênçãos externas, mas o coração ainda permaneceu vazio de Deus. E a conseqüência disto nós a encontramos na narrativa do próprio Cristo que diz: “o espírito maligno...tendo voltado, a encontra vazia....então leva consigo outros sete espíritos piores que ele...e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro”. Sim, o ponto fundamental é este: a casa estava “vazia”. Aberta a qualquer senhorio. Quer seja para o bem do homem, quer seja para a sua ruína. Jesus nos diz, entretanto, que, no exemplo que ele nos dá, o segundo estado daquele homem foi pior do que o primeiro.
...............Meus amados, diante do exposto, anunciemos o evangelho todo a todo homem. Preguemos que a maior necessidade de nossos amigos e familiares não são as bênçãos terrenas, mas sim a graça de se ter nascido de novo e possuir um coração regenerado, cheio de arrependimento e fé. Reflitamos, também, sobre a autenticidade de nossa confissão de fé, averiguando veracidade, profundidade, dependência de Deus e maturidade, a fim de que sejamos achados por Deus íntegros e em nada deficientes.

Só a Deus Glória !!!
Rev. Israel Serique

O Substituto Perfeito

...“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus;” ... I Pedro 3.18

“Pouquíssimos órgãos são “perfeitos”, mas muitos são adequados e podem ser usados de maneira bem-sucedida em alguns pacientes”. Assim afirmou o cirurgião inglês Paul McMaster, um dos pioneiros dos transplantes hepáticos, o mais complexo de todos, em entrevista à Revista Veja (edição abril/09) quando de sua última visita ao Brasil, no início deste ano.
A mesma matéria destaca que muitos avanços foram alcançados na medicina, especialmente no que toca aos transplantes de órgãos. Mas “a rejeição continua a ser o grande desafio da medicina dos transplantes”. Essa rejeição é enfrentada com os chamados imunossupressores, medicamentos que são agressivos e costumam causar problemas graves como: insuficiência renal, hipertensão, diabetes e colesterol alto.
Não é fácil reconhecermos, especialmente diante de descobertas e avanços que a humanidade tem experimentado ao longo de sua história, que somos limitados, falhos, incapazes por nós mesmos de realizarmos qualquer obra em absoluta perfeição. Essa verdade causa-nos grande incomodo, pois fere duramente o nosso ego.
Do contrário, as Sagradas Escrituras nos revelam que houve uma obra idealizada e realizada em toda a sua perfeição, pois o próprio Deus é seu autor. Isso Ele o fez na pessoa bendita de Seu Filho Jesus Cristo, o Deus encarnado (João 1.1, 14) que vindo ao mundo, assumiu a condição humana para:
Levar sobre si a culpa e condenação do pecado que, era nosso (2 Coríntios 5.21) como o “Cordeiro de Deus” (João 1.29). Pois assim a justiça divina o exigia, que a dívida humana com Deus fosse paga de forma cabal, perfeita. Mas como faze-lo sendo o homem pecador? Somente Cristo, em sua santidade e pureza plena o pode, pois ninguém o pode acusar de pecado algum (João 8.46).
Consagrar para Si mesmo os seus, todos aqueles que o Pai o concedera; “todo o que o Pai me dá, esse virá a mim;” (João 6.37), “todos quantos o receberam” (João 1.12), confirmando sua expiação limitada àqueles que antes da fundação do mundo foram predestinados, chamados, justificados e glorificados pelo Pai (Romanos 8.30).
E garantir a salvação dos eleitos, confirmando Sua obra Perfeita “... o que o Pai me dá, esse virá a mim, e de modo algum o lançarei fora” (João 6.37); “... quem de mim se alimenta por mim viverá” (João 6.57). Outros testemunhos nos são dados pelas Escrituras, como do escritor aos hebreus (Hb 7.24-27) “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo para interceder por eles”; (Hb 9.28) “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos”... O apóstolo João (I João 2.1) “...temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”. Jesus morreu por nós, e ainda permanece junto ao Pai intercedendo por aqueles por quem Ele foi sacrificado. E é certo que sua intercessão é ouvida pois assim o afirmou: “Aliás, eu sabia que sempre me ouves,” (João 11.42).
Nada há mais confortante do que saber que, estamos plenamente salvos e guardados em Deus, não por nós mesmos ou homem algum, mas tão somente por Cristo, o Salvador Bendito, que cumpriu toda a Lei Divina, confirmando o imensurável e incompreensível amor de Deus, que não poupou o que tinha de mais valioso, o seu unigênito Filho, para sofrer e morrer por nós pecadores.
Olhemos para Cristo não como um pobre coitado, injustiçado e sem opção de escapar da cruz, mas como aquele que a si mesmo se entregou para nos resgatar do poder, escravidão e condenação do pecado, e o sigamos servindo com toda a alegria, fervor, coragem e ousadia, sem nos envergonhar Dele e de Seu evangelho que é “o poder de Deus” para curar, restaurar e dar vida.

Rev. Wellington Dias Silva
Quase salvo ... porém, fatalmente perdido

”Declarou-lhes Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos.” (João 13:10,11)

Amados irmãos, No texto acima encontramos uma das mais tristes afirmações de Cristo sobre um de seus apóstolos: “vós estais limpos, mas não todos”. E, a partir desta simples frase, o martírio de Jesus tem seu início; Satanás entra em Judas

(13:27) e o destino de Cristo rumo a cruz fica selado no coração daquele que, até o presente momento, afirmava sua prontidão para o apostolado.

De fato, a personalidade intrigante de Judas percorre todo o transcurso histórico da humanidade e a todos deixa um ar de perplexidade diante de tão fria ação de traição para com aquele que lhe falava de fidelidade e demonstrava sincera amizade. A pergunta, então, que percorre as sendas tortuosas da história permanece a mesma: o que se passava no coração e mente de Judas quando ele decidiu-se pela traição do seu mestre?

Reconhecemos ser impossível adentrarmos à alma nebulosa de Judas e termos descortinado, diante de nosso olhos, todas as realidades pertencentes aos dias da traição e martírio de Cristo; entretanto, podemos, à luz das Escrituras, saber um pouco sobre o caminho percorrido por este apóstolo desde o seu chamado até sua terrível e melancólica apostasia e morte.

Podemos, por exemplo, perceber que ele desvalorizou a graça que havia recebido; uma vez que ele fora chamado não somente para andar com Cristo, ouvir seus belos sermões e testemunhar seus milagres e prodígios. A Judas foi dado o mais sublime privilégio de ser escolhido (entre a multidão que seguia a Cristo) para ser apóstolo; usufruir da mais íntima relação com o Mestre e ser, por ele mesmo, doutrinado e discipulado. Porém, ele usou sua livre agência para trair aquele mesmo que o havia chamado para perto de si.

Ele desconsiderou os alertas de Jesus sobre a necessidade urgente de se passar pelo novo nascimento. Judas, certamente, em vários momentos de seu apostolado junto a Jesus, ouviu o Mestre falar sobre a imperiosa necessidade de se “nascer de novo”, “nascer do alto”, “ser limpo de coração”, “estar limpo”. Ele bem conhecia a doutrina da regeneração; quer fosse em palavras (através das pregações de Cristo), quer fosse através das vidas transformadas pela graça divina. Ele ouviu Jesus dizer que somente os limpos de coração viriam a Deus e também testemunhou a disposição pura do coração de Zaqueu quando este, tendo recebido Jesus em sua casa, decidiu dar aos pobres parte de seus bens. De fato, Judas, embora ouvir muito de Cristo e ver tantas vidas transformadas, ele mesmo não havia experimentado o poder de Deus que transforma o mais vil pecador, no mais santo dos homens. Sem dúvida, ele considerou algo de somenos a doutrina do novo nascimento, por isso deixou-se levar pelos mais vis sentimentos e praticou a mais covarde das ações: a traição.

Ele não creu na promessa de perdão e restauração que Cristo oferecia. Ele, com certeza, presenciou não poucas vezes Jesus dizendo “os teus pecados estão perdoados”; ele sabia que uma mulher pega em flagrante adultério recebeu o refrigério do perdão divino quando Cristo disse “eu tão pouco te condeno, vá e não peques mais”. Aliás, seus olhos estavam tão embotados para as questões espirituais que ele nem mesmo percebeu que o colégio apostólico estava cercado por fraquezas as mais diversas (Pedro: o impulsivo / Tomé: o incrédulo / João: o rancoroso) e que tinha sido o amor eletivo do Mestre que os havia congregado em uma só caminhada no discipulado. Ou seja, o chamado de cada um dos apóstolos era a evidência mais próxima que em Jesus havia perdão e restauração.

Por fim, ele não creu nos alertas de Cristo sobre as conseqüências terríveis de se negligenciar a graça divina. Ele viu Jesus chorar diante da incredulidade de Jerusalém e dos amigos de lázaro; ele certamente via a aflição de Cristo diante das multidões que viviam como que sem pastor; ele, inequivocamente, presenciou os vários sermões que Jesus proferiu às multidões alertando sobre o grande perigo de se morrer em incredulidade e ir para o inferno. Entretanto, mesmo assim, ele rejeitou todos os alertas, traiu seu amoroso mestre e, por fim, suicidou-se. Eis o triste e terrível fim daquele que, um dia, estando quase salvo, mostrou-se estar fatalmente perdido.

Meus amados, esta história tão antiga sempre retorna aos palcos da humanidade. Lembremos de Voltaire, o famoso zombador da Bíblia e do cristianismo, que teve um terrível fim. Sua enfermeira conta que em seu leito de morte, ele assim dizia: "Por todo o dinheiro da Europa, não quero mais ver um incrédulo morrer!" e durante toda a noite ele gritou por perdão. Lembremos que Lênin morreu em perturbação mental e pedindo perdão a mesas e cadeiras.

Sendo assim, amados, diante do exposto, que nesta semana possamos reavaliar nossa fé e nossa conduta diante de nosso Mestre. Que estejamos sempre prontos a valorizarmos a graça divina, crendo que aquele mesmo que nos chamou para o discipulado, requer de cada um de nós um coração limpo e vigilante em todo o momento, pois somente assim glorificaremos ao Senhor com nossas vidas e seremos salvos a ira vindoura. Que ele, em sua infinita graça dispense sobre todos nós a firmeza na fé, a pureza na vida e o descansar no seu perdão e promessa de restauração.

Rev. Israel Serique

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto
Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).